Tema do ano: Sonha mais alto

20/09/2019
Queremos continuar a sonhar. A sonhar mais alto, mas suportados nos ombros de Pedro Arrupe, o padre jesuíta, o amigo profundo de Jesus.

Ao começarmos este ano letivo, damos início ao 10º ano do Colégio Pedro Arrupe. Uma história pequena, é certo, mas com muita vida digerida e assimilada ao longo deste tempo, tal como uma pequena árvore que cresce, mas que já guarda dentro de si a promessa dos frutos através da verdura e das flores que surgem. Não pretendemos fazer nenhum balanço. Não é este o momento nem o lugar. Para já, queremos continuar a sonhar. A sonhar mais alto, mas suportados nos ombros de Pedro Arrupe, o padre jesuíta, o amigo profundo de Jesus.

Uma das épocas com mais vitalidade na vida de Pedro Arrupe foi a década de 60. Os Beatles, a ida até à Lua, o fim lento das guerras e do período colonial, as revoluções e reivindicações. Um pouco por todo o lado, o mundo «respirava” aquelas realidades. Mesmo dentro da própria Igreja, viviam-se tempos de mudança: o Concílio Vaticano II e a sua viragem de olhar sobre o papel da Igreja no seio da humanidade; a luta de Pedro Arrupe em manter a Companhia de Jesus unida apesar das tensões, dos abandonos e divisões existentes entre os jesuítas. Sonhava-se mais alto, acreditamos, sonhava-se a humanidade cada vez mais “humana”.

Nesta viragem de década em que agora nos encontramos, em que o futuro se apresenta cada vez mais incerto, onde as previsões são frágeis sobre como será o mundo dentro de 20 ou 30 anos, vivemos a necessidade de sonhar mais alto à imagem de Pedro Arrupe e de Jesus. Na verdade, é o sonho do Evangelho: em cada coisa que fazemos ou pensamos, darmos a vida, de modo simples e sincero. Se há grande escolha a fazer na vida, acreditamos que é esta que nos prepara melhor para futuro.

Podemos achar que tudo seria tão mais fácil se… já estivesse tudo escrito e feito, como diz a música do lema deste ano. O único problema é que seríamos apenas marionetes, ou robots, diríamos hoje. Na verdade, somos criados para construir a vida passo-a-passo, tomando as decisões que construirão aquilo que somos como pessoas, famílias e comunidade. Mas ao mesmo tempo não podemos continuar a ignorar que, como diz Sophia de Mello Breyner, cada de um de nós “…é olhado, amado e conhecido (…)”. É essa graça que nos acompanha, inspira e dá beleza ao caminho que cada pessoa faz.

Bom ano!